O recepcionista que jogava pelas duas equipas

NOTA: Para respeitar a privacidade dos intervenientes os seus nomes foram alterados.

Era já noite em Bratislva, e Calvin K (CK) decidiu sair para fumar um cigarro; o jogo nao lhe estava a correr bem : nao era rápido o suficiente a pousar o polegar e compulsavimente repetia as palavras proibidas.
Levantou-se pesadamente e decidiu verter umas águas antes de se encaminhar para o exterior para o merecido cigarro… Á saida das latrinas o simpático receptionista da pousada enderecou-lhe a palavra :

- Estás bom? Como te chamas?
- K, Calvin K.
- E que fazes aqui em Brastislava?
- Estou aqui em trabalho.
- O que fazes ?
- Estou na indústria dos cortumes…
- Porque aqui?
- Aqui em Bratislava há muitas vacas..

Depois de mais uns minutos de conversa de circunstancia, CK dirigiu-se para o hall de entrada ; acendeu o cigarro. O recepcionista segui-o.

Entretanto, na sala da pousada, sob o olhar atento do Bob Marley e de um Vladimir Ilyich Ulyanov ( Lenin para os amigos) imbuido do espírito havaino, o meio-irmao de CK, Pour Lui (PL), continuava a perder de propósito para poder beber mais do que os outros. Deu pela falta de CK e decidiu ver o que se passava. Levantou-se nao sem antes repetir tres vezes as palavras nao e beber para acabar com a cerveja já tépida, e foi ter ao hall da entrada.

Quando chegou, percebeu logo que algo de errado se passava : a expressao de alívio de CK e de vergonha do recepcionista deixava antever o pior. O recepcionista dirigiu-se para a recepcao…

CK contou entao o que se tinha passado. O recepcionista era bi! Tinha-se insinuado a CK de forma ultrajante : primeiro tocando-lhe ao de leve no mamilo esquerdo perguntando que símbolo era aquele na camisola ; depois dizendo que usava roupa interior Ralph Lauren. E perguntando a CK qual a marca que usava, este respondeu :

- Ó morcao, pelo meu nome nao chegas lá?

Disse a CK que era bissexual, e CK respondeu que nao jogava nessa equipa. O recepcionista envergonhado pediu para CK nao contar aos seus irmaos para evitar a chacota.

Depois de ouvir a história, entre quedas de queixo e gargalhadas ébrias, PL decidiu que a história seria contada mas apenas quando estivessem garantidas as condicoes para um linxamento como era devido : todos teriam que estar bebedos ; aí bastaria um irmao dar o mote para todos os outros seguirem como carneiros enraivecidos !

No restaurante, já com um nível de álcool satisfatório, a história foi contada e à primeira reaccao de indignacao seguiram-se longas gargalhadas de uma família alcoóltra feliz : a tolerancia venceria mais uma vez. Afinal o amor fraternal tinha vencido a adversidade e apenas isso interessava. O recepcionista seria poupado…

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Comments

Pifko said…
Esta história foi demais, o que rimos a pensar no nosso pobre irmão Xarli de cigarro na mão e a receber festas no mamilo e perguntas da marca das boxers...Dps de tudo o q bebemos nessa tarde interrogo-me o que teria acontecido ao mariconço se o essa história tivesse sido divulgada logo ali...ui!!!

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